CAMINHANDO EM SILÊNCIO - As pessoas com deficiência na história do Brasil


Nesta quarta edição revista e ampliada, Caminhando em Silêncio, mostra que, desde o descobrimento do Brasil, a pessoa com deficiência foi tratada ao longo da história, pela perspectiva religiosa, assistencial ou médica, práticas construídas como questões relativas aos ambientes hospitalares e assistenciais. No campo educacional, a Educação Especial pode ser dividida em três períodos distinto: o nascimento das instituições e entidades, o desenvolvimento de legislações específicas e a era da Inclusão Social. 

Surtos de poliomielite motivaram a criações dos primeiros Centros de Reabilitações brasileiros nos anos 1950. Além da poliomielite, várias crianças nasceram com más formações vitimadas pelo medicamento Talidomida. Esses fatores, somados aos acidentes automobilísticos, de trabalho e armas de fogo, aumentaram consideradamente nas décadas seguintes o número de pessoas com deficiência, promovendo o desenvolvimento de nossa Reabilitação Profissional.

No campo cultural, lendas brasileiras, muitas trazem o tema deficiência em seu contexto de forma pejorativa. Na literatura destaque para vários autores com algum tipo de limitação, assim como nas artes em geral.

Se por cinco séculos a pessoa com deficiência caminhou em silêncio no Brasil, excluída ou segregada em entidades, a partir de 1981 – Ano Internacional da Pessoa Deficiente -, tomando consciência de si, passou a se organizar politicamente. E, como consequência, a ser notada na sociedade e atingiu significativas conquistas em mais de 40 anos de militância política.

Organizada de uma forma didática e multidisciplinar em vários capítulos, a obra destina-se às áreas como Psicologia, Pedagogia, História, Medicina, Política e afins.


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Emílio Figueira

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