HÁ VIDAS FORA DA ZONA DE CONFORTO – Por Emílio Figueira / MiniCrônicas 19

#pracegover –Fundo azul, dois aquários redondos o primeiro com sete peixinhos dourados e um pulando para o outro vazio ao lado / Foto: Divulgação

Uma das coisas que pode lhe impedir de desenvolver nos temas das crônicas anteriores (autoestima e resiliência) é você não querer sair de sua zona de conforto. Ela é uma série de ações, pensamentos e/ou comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco. Nessa condição a pessoa realiza um determinado número de comportamentos que lhe dá um desempenho constante, porém limitado e com uma sensação de segurança.

Ela não se arrisca em conquistar algo mais para si. Só que deixar a vida no piloto-automático não é sinônimo de segurança. Desafiar-se diariamente pode revelar o verdadeiro potencial de cada um.  Estar na zona de conforto pode gerar a angústia de uma vida improdutiva de desgaste nos campos profissionais e pessoais do acomodado. A ideia de dedicar um tempo para viver em segurança e sem grandes emoções parece inofensivo, mas colocar a vida no piloto-automático pode ser perigoso.

Todos nós precisamos sair do período de improdutividade, pensando que o comodismo evita novos medos e frustrações. Como eu já disse em crônicas anteriores, o melhor caminho para superar o que se deseja é restaurar a autoestima e autoconfiança. Sair da zona de conforto implica conhecer a própria potencialidade.

Há vários pensamentos racionais que justificam nossa procrastinação para explicar o medo, dizer que apenas trabalha para pagar as contas, por exemplo. Adiar tarefas: “Estou muito cansado”, “Faço amanhã, hoje estou com sono” e “Não vou dar o meu melhor porque mereço descansar”.

O passado pode ser uma grande referência na hora de provocar mudanças de comportamento. Relembrar momentos em que teve “frio na barriga”, pode ajudar no processo de reconstrução da própria imagem. Pense, por exemplo, no primeiro emprego e sua capacidade para consegui-lo. Relembre com orgulho nos benefícios que teve com as situações em que foi corajoso. Aplicar energia em uma nova ação ajuda a sair do marasmo.

Enfrentar pequenos desafios, um novo esporte, estilo musical ou até apostar num curso de idiomas. Você ganhará visibilidade no ambiente de trabalho, aumentará a sociabilidade e conquistar a autoconfiança. Acostume o corpo a agir mais rápido diante de pequenas atividades. Mudar o visual, experimentar um novo corte de cabelo ou até uma nova cor pode provocar mudanças expressivas. Pontos a mais na autoestima vão agir diretamente na autoconfiança e relações interpessoais. Fazendo isto, principalmente as mulheres, podem se sentir encorajadas. Crie metas menores para ajudá-lo a chegar ainda mais longe.

Cada pessoa conhece o seu medo que precisa enfrentar. Ir ao cinema sozinho pode ser um pesadelo para alguns, por exemplo. O importante é ter disciplina e lembrar que firmou um compromisso consigo, aproveitar cada oportunidade para fazer coisas diferentes, como escolher um novo prato no restaurante, falar com estranhos e até enfrentar uma viagem sozinho. Faça novos amigos, expanda os círculos sociais, enfrente sozinho festas e eventos sociais. O começo pode ser assustador, mas é uma oportunidade para adicionar novas pessoas no seu dia a dia e ouvir novos discursos.

Qualquer mudança só acontece fora da zona de conforto!

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Olá, ficarei muito feliz se você puder comentar este texto.
Um abração!
Emílio Figueira

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