UM ANO PERDIDO PARA QUEM? – InstaCrônicas 09

 

Ao longo desses meses foi comum ouvir a frase: Este é um ano perdido! Inclusive, eu ouvi de uma senhora: “Esta pandemia está acabando com minha vida!”

Não aguentei e tive que responder: “A pandemia mexeu com sua vida e do mundo inteiro. Pelo menos, a gente está morando bem, alimentando-se, trabalhando remotamente. E quantas pessoas por aí perderam o pouco que tem, foram demitidas, despejadas, não tem o que comer com filhos e nem a quem recorrer”.

Psicologicamente, nós humanos temos a tendência para o negativismo e reclamar de tudo. Estamos em um país predominantemente cristão, mesmo com várias variações. Há pessoas que fazem um discurso de reclamações e diz ao final, “Deus proverá”. Ora, quem realmente confia Nele, não lamenta, espera com fé.

Nesse período, vi em redes sociais e sites de notícias, tantas pessoas poletizando o tema, procurando culpados, discutindo quem tem razão sobre o que pode ou não pode fazer, julgamentos sobre os comportamentos alheios e até sobre medicamentos se criou polemicas.

Quase todos esquecem de uma cuida tão básica. Deus é soberano e tem o controle de tudo. Ele é onisciente, onipresente e onipotente. É comum dizermos que "não cai uma folha da árvore se não for permissão de Deus", ditado contém que princípios da fé cristã.

Só que, estamos tão displicentes, que não percebemos que junto com essa pandemia, Deus mandou a oportunidade de pararmos um pouco com a vida frenética, repetitiva. Olharmos para dentro de nós, autoconhecermo-nos. Conviver e conhecer melhor aqueles que vivem ao nosso redor, muitas vezes dentro de nossa casa. De perceber o outro e recriarmos o senso de coletividade, o hábito da caridade, olharmos para pessoas necessitadas ao nosso redor.

Para mim, o ano foi perdido para quem morreu. Para nós vivos a pandemia trouxe, sobretudo, o desafio do desconhecido e a oportunidade de nos melhorarmos e nos reinventarmos enquanto ser humanos!

Estamos tão inchados de nossas próprias opiniões e vontades de impor nossas verdades subjetivas aos outros, que cada vez mais perdermos a capacidade de enxergar nos acontecimentos quais as mensagens enviadas por Deus!

Publicado em 21/10/2020

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Emílio Figueira

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